VENCE A INDIFERENÇA, CONQUISTA A PAZ!

POSTADO EM 19 de Janeiro de 2016


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Com este tema o Papa Francisco dirigiu ao mundo a sua mensagem de Ano Novo. Afirmou que ao ser indiferente a Deus, ao próximo e à natureza o ser humano caminha para a destruição de vida plena para si e para os outros. Crer em Deus é opção de fé. Não podemos obrigar ninguém a ter fé religiosa. Não é indiferente, todavia, afirmar que, se não existe uma escolha de fé religiosa, as pessoas não possam se irmanar ao redor de valores fundamentais para a convivência. Penso que solidariedade, justiça, fraternidade, honestidade, honradez, etc. são valores ao redor dos quais todos podem se reunir. Para quem tem fé religiosa a presença de Deus deve ser a luz que ilumina as escolhas de vida. Sendo Deus o critério fundamental, Dele se deduzem o cuidado com as pessoas e com a natureza. Tanto ao redor de princípios religiosos quanto humanitários nós somos convidados a olhar a humanidade e a natureza como fundamentos da paz que sonhamos. Se o relacionamento com os outros e com a Natureza são valores de vida, sem dúvida as escolhas que se farão levarão em conta o Bem Comum e se escapará do “estando bom para mim o resto que se dane”! Aliás, essa é a tradução hodierna daquilo que chamamos de pecado original. Ao buscar o fruto proibido o ser humano quer colocar-se no lugar de Deus. Ele quer se tornar critério do Bem e do Mal. Chamamos a isso de autossuficiência. Um drama que carregamos no coração e que a todo instante desperta furiosamente. Temos sempre a tentação do individualismo, do que “é bom para mim”! O Papa Francisco nos convida a vencer o fechamento em nós mesmos para que a Paz seja possível. O acirramento das ideologias que querem ser hegemônico, o novo despertar da xenofobia, o fanatismo religioso têm contribuído para que a paz se faça distante. Ainda nestes dias vimos a reação colérica no mundo árabe. Claro que por debaixo das visões xiitas, sunitas, wahabitas e outras está toda uma relação de poder político e econômico. A dinastia reinante na Arábia Saudita é contestada dentro e fora do país. Há outra razão que dificulta a convivência naquela região: boa parte dos países tem fronteiras artificiais criadas pelas guerras e pela colonização. Um sem número de tribos se viram unidas ou separadas por vontade de estranhos. Em nossa realidade vivemos a crise política que repercute na economia. E, como disse em artigo anterior, fiquei pasmado de ver Legislativo e Judiciário irem a férias diante dessa situação grave. Notamos no dia a dia que o senso do Bem Comum parece esmaecido também nos relacionamentos dos simples cidadãos. Até o combate ao mosquito da dengue, agora “enriquecido” com o zika vírus é levado como se não fosse do interesse de todos! Penso que, sobretudo, os que se declaram de fé cristã tem gravíssima obrigação de lutar contra a indiferença. Tendo a felicidade de crer na presença de Deus entre nós, celebrada especialmente no Natal, deve-se buscar no projeto divino da salvação a razão para combater toda a manifestação da maldade que traz sofrimento e dor. Ações de largo espectro social devem ser iluminadas pela fé para que não se limitem a interesses menores. Recordo, finalmente, que neste ano teremos a oportunidade de escolher, para nossas cidades, prefeitos e vereadores. As eleições de outubro devem ser ocasião para que se elejam homens e mulheres que se apresentem para servir. Certamente não há candidatos perfeitos. Não elegeremos anjos, porque eles não se candidatam. Votaremos em pessoas concretas que, de certo modo, podemos conhecer. Não nos serão totalmente estranhos. Há como saber de suas vidas, dos seus princípios e de suas propostas. E olhando aquilo que, em consciência, julgarmos o melhor para todos daremos nosso poder a essas pessoas. Vencer a indiferença em relação ao voto, votar em qualquer um, anular voto, não comparecer é ceder à indiferença com as consequências que dela nascerão. Aceitemos o chamado do Papa. Não sejamos indiferentes. E contribuiremos para que a semente da vida plena possa germinar e florescer!

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