COMO FICA A VIDA DO POVO?

POSTADO EM 06 de Junho de 2016


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Penso que a situação atual do nosso país é preocupação de todos. No conjunto das notícias emerge pergunta básica: quem está preocupado com o destino da Nação? De maneira mais simples: qual a preocupação dos que estão em cargos públicos e dos que militam na política partidária com o dia a dia das pessoas? Estamos diante de um grande número de pessoas que perderam seu trabalho. Andando pelas nossas ruas vemos um bocado de casas comerciais fechadas. Afirma-se que a deterioração da qualidade de vida é devida à má gestão do governo comandado pela presidente afastada à espera de definição de sua situação. Afirma-se, também,  que a crise brasileira é consequência da crise mundial. O embate dos partidos políticos se polariza na defesa de mudança de pessoas para um novo governo. Os partidários da presidente sob suspeita pleiteiam a sua volta. O governo interino sofre perdas por ter indicado pessoas que parecem envolvidas em falcatruas. No fundo sofre-se de enorme incerteza: quem vai, enfim, governar?  O presidente interino vai dando suas diretivas sem saber se continuará. A presidente afastada, ao voltar, mudará todo mundo e, certamente, mudará determinações dos que estavam no comando quando do seu afastamento. Presenciamos o debate sobre os prazos previstos para o andamento do processo que deve definir a questão do impedimento. Manobras para acelerar, manobras para postergar. O vai e volta é visto como caminho normal da democracia. Não tenho dúvida que não há melhor via. O que me parece grave é que não estou percebendo se a razão fundamental está ligada à manutenção do poder ou ao buscar solução para o bem dos cidadãos. Muito daquilo que leio e ouço está mais para a afirmação de permanência ou reconquista do poder. Escuto aqui e ali gente envolvida na economia dizendo que o país corre risco de falência. Todas essas questões geram, a meu ver, certa desesperança. Lamentavelmente a participação na política sempre foi marcada pelo clientelismo, pelo imediatismo de favores pontuais para pessoas ou grupos. Por certo conformismo com situações que não correspondem à honestidade exigida de cada um de nós. Parece que a existência de corrupção controlada – se posso afirmar isso – é vista como coisa normal. Os meus leitores nunca ouviram falar que nenhuma obra pública é feita sem que haja pagamento de propina? O quadro se agrava com o reiterado noticiário das delações. A impressão, espero estar errado, é que não sobra ninguém! Penso que esta deva ser a visão de muita gente. Claro que tanto nos partidos, como no exercício dos encargos públicos, como entre os cidadãos comuns há uma grande maioria de gente com ideais elevados. O problema está na enxurrada de malfeitos e num quadro ainda frágil de reação. Penso que a resposta que Jesus Cristo deu aos que o interrogavam se era lícito pagar imposto ao imperador romano aponta um caminho a ser tomado. Também por aqueles que julgam a política “coisa suja”. Também pelos que pensam que não há como mudar a situação. A palavra do Senhor aponta o cumprimento dos deveres para com Deus e para com a sociedade. A garantia do Bem Comum passa pela corresponsabilidade de todos. Assim como os “deveres” para com Deus fazem parte dos que assumem vida de fé.

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