AÍ DE MIM SE EU NÃO ANUNCIAR O EVANGELHO

POSTADO EM 27 de Novembro de 2019

AI DE MIM SE EU NÃO ANUNCIAR O EVANGELHO!


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Com essas palavras, São Paulo definia seu sentimento perante a Boa Nova de Jesus. Ele sabia que, mesmo sem merecer, foi olhado com misericórdia pelo Senhor, que o escolheu e constituiu apóstolo. Desde aquele encontro com Jesus, a caminho de Damasco, Paulo experimenta um amor sem medida que o transforma integralmente. Não pode mais permanecer o mesmo: sente-se agora impelido a anunciar este Amor até os confins da terra! Tal experiência foi vivida por tantos homens e mulheres durante a história da Igreja, especialmente pelos santos, e continua a ser sentida ainda hoje. Neste sentido, podemos afirmar que anunciar o Evangelho para um cristão, nada mais é do que consequência da sua experiência com Deus, afinal toda verdadeira experiência religiosa nos leva ao encontro dos irmãos.

Neste mês, nossa diocese realiza a Campanha de Conscientização do Dízimo, que busca trazer a reflexão da importância do mesmo para nossas comunidades. O Dízimo não é outra coisa senão resposta de amor e gratidão a Deus, por intermédio da Igreja, a serviço dos irmãos! No coração de cada dizimista, deve ecoar forte as mesmas palavras de São Paulo: “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (1Cor 9,16). Palavras estas que de modo algum significam medo ou resignação, mas antes revelam a consciência de um coração agradecido, que sente ser todas as suas atitudes incapazes de expressar toda a gratidão devida a Deus por tamanha misericórdia.

Assim podemos compreender que muitas resistências referentes ao Dízimo surjam exatamente da falta de catequese e, em suma, de um verdadeiro encontro com Deus! Todo aquele que fez uma experiência genuína com a pessoa de Jesus Cristo sabe que “não é a mesma coisa ter conhecido Jesus ou não o conhecer, não é a mesma coisa caminhar com Ele ou caminhar tateando” (EG 266).

O Dízimo, que partilhamos em nossas comunidades, tem por finalidade exatamente a evangelização. Ele surge naturalmente como adesão a um projeto – que antes de ser da Igreja, é de Jesus. Tudo quanto devolvemos a Deus como forma de gratidão serve para que tantos outros façam a mesma experiência que fizemos: de um amor que transforma e dá um novo horizonte de vida. Deste modo, ser dizimista – partilhar – é também evangelizar!

Nosso Dízimo, portanto, mais que uma contribuição que em nada se relaciona com nossa vida, é a partilha que reflete o compromisso assumido pelo nosso batismo. Fomos constituídos profetas que devem, por todos os meios possíveis, anunciar o Evangelho. Devolver o Dízimo, deste modo, já é realizar nossa missão (que evidentemente vai além, mas perpassa por ele – Cf. Lc 11,42). Por meio dele a Igreja dispõe de meios para fazer Jesus presente em tantas realidades. Apenas assim outros tantos poderão experimentar “que a vida com Jesus se torna muito mais plena e, com Ele, é mais fácil encontrar o sentido para cada coisa” (EG 266).

E você? Tem assumido o seu batismo coerentemente? Ou ainda tem ido à Deus apenas para receber o que ele tem para te oferecer?


Pe. Danilo Teixeira da Silva

Pároco da Paróquia São Benedito – Bragança Paulista

Assessor Diocesano para a Pastoral do Dízimo

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